Programa Conecte SUS vai informatizar as unidades de saúde do Brasil

Programa Conecte SUS vai informatizar as unidades de saúde do Brasil

O coordenador de Gestão de Redes e Datacenter do Ministério da Saúde, Jairton de Almeida Diniz Jr., informou aos deputados nesta terça-feira (12) que a pasta lançou o programa Conecte SUS, para informatizar as unidades de saúde do Brasil.  O programa vai integrar as informações de saúde do cidadão.

Por meio do aplicativo Meu DigiSUS, o cidadão vai ter acesso a dados como o resumo dos atendimentos, vacinas feitas, medicamentos de que fez uso e exames realizados.

As informações foram dadas em audiência pública na Subcomissão Especial de Cidades Inteligentes, da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados. O debate tratou da aplicação de tecnologia na saúde pública.

Projeto piloto
Segundo o representante do Ministério da Saúde, o programa Conecte SUS foi lançado nesta segunda-feira (11) em Alagoas, estado em que será realizado o piloto do projeto.

Hoje o estado possui 194 (24%) de unidades informatizadas e 603 (76%) não informatizadas. Para a informatização total dessas unidades, serão destinados R$ 21,1 milhões até o ano que vem.

Adesão dos municípios
A ideia é que a partir de março outros estados sejam incluídos no programa. O objetivo, conforme Jairton de Almeida, é que até o final de 2020 pelo menos 80% dos municípios brasileiros estejam contemplados, mas, segundo ele, isso dependerá da adesão das prefeituras.

Para os municípios que aderirem, o governo federal vai dar apoio financeiro no valor R$ 8,5 mil a R$ 11,5 mil para informatizar as unidades de saúde; e de R$ 1,7 mil a R$ 2,3 mil mensais para a manutenção.

Presidente da subcomissão, o deputado Francisco Jr. (PSD-GO) criticou o fato de a adesão ser voluntária. Ele informou ainda que a subcomissão visa adequar a legislação brasileira para que o cidadão tenha acesso aos benefícios de tecnologias que melhorem a vida nas cidades. “Quantas soluções inteligentes estão sendo aplicadas no mundo inteiro, porém falta preparo da nossa legislação para acolher essas realidades nos municípios”, disse.

Exemplo
O gestor da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde da cidade de Jundiaí (SP), Tiago Teixeira, apresentou aos deputados o bem sucedido programa de Atenção Primária no município, que levou, por exemplo, à redução de até 95% da fila de espera de exames.

Ele informou que, em novembro, a rede do município deverá estar 100% informatizada. A tecnologia é utilizada, por exemplo, para que o cidadão avalie em tempo real o serviço de atenção primária por meio de totens digitais.

Questionado pelo deputado Gustavo Fruet (PDT-PR), o gestor informou que 28% dos recursos do orçamento do município são investidos em saúde pública. Para Fruet, o trabalho feito em Jundiaí mostra que o serviço público pode ser eficiente, mas que é preciso orçamento para isso.

Agência Câmara

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