Profissionais liberais devem arquivar CPF dos clientes para informar à Receita

nn1Médicos, advogados, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos devem adaptar-se à nova obrigação de informar o CPF de todos os seus clientes à Receita Federal. A medida, que entrou em vigor desde janeiro deste ano, vale para a declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2016, com ano-base em 2015. Ou seja, quem ainda não se organizou deve fazê-lo o quanto antes, conforme recomenda a contadora Karina Dias, diretora e sócia da Rui Cadete Consultores. “Muitos profissionais já devem ter atendido pessoas neste ano e não se preocuparam em solicitar o número do CPF”, alerta.

Karina explica que os dados dos clientes devem ser declarados no IRPF caso o profissional seja pessoa física, mas também existe a opção de criar uma empresa e aderir ao Simples Nacional. Afinal, as áreas de atuação afetadas pela mudança estão entre as inseridas em 2014 como possíveis optantes desse regime a partir de 2015.

“O ideal é que o profissional procure auxílio do contador para receber orientações relativas à melhor forma de tributação, seja como pessoa física ou jurídica, e à organização do arquivo para armazenar o CPF de seus clientes”, aconselha a contadora. Na Rui Cadete Consultores, os primeiros interessados já buscaram ajuda para adaptação e a empresa espera que a demanda seja ainda maior em fevereiro. Para tanto, uma equipe especializada está a postos para analisar cada situação e, junto aos clientes, encontrar a melhor maneira de organizar-se.

A nova obrigação tem como intuito reduzir o número de contribuintes que caem na malha fina, pois permitirá à Receita Federal cruzar as informações fornecidas pelos tomadores dos serviços com as enviadas pelos profissionais liberais. De acordo com a Receita, das 937 mil pessoas inseridas na malha fina em 2014, 368 mil foram retidas por causa de gastos médicos elevados.

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