O RIO GRANDE DO NORTE NUNCA IRÁ COLHER O QUE NÃO PLANTOU

Por Kelps Lima – Deputado Estadual – Solidariedade – RN
Inovação, pesquisa, logística, tecnologia de informação, meritocracia, índices de desempenho, política econômica, cadeias produtivas externas….Você já ouviu algumas dessas palavras nos discursos ou nos programas eleitorais dos candidatos a Governador do Rio Grande do Norte? E depois da posse?
O Rio Grande do Norte NUNCA irá colher o que NÃO plantou. Há pelo menos quarenta anos o nosso Estado não tem planejamento estratégico. Os Governadores só se preocuparam com a ocupação política eleitoral da máquina pública e no máximo realizaram ações pontuais para equacionar os graves problemas do Estado.
O problema é que a máquina faliu e agora as soluções paliativas já não produzem o mesmo efeito. Precisamos de mudanças profundas e isso não ocorre sem PLANEJAMENTO.
Não há sequer um grande projeto de desenvolvimento em andamento no Rio Grande do Norte gerado pela máquina pública do Estado. E o setor de planejamento do Governo, há algum tempo, virou uma gerência financeira. Precisamos formar grandes quadros, integrá-los à máquina pública, e fomentar um projeto macro e sustentável para o nosso RN.
Minha sugestão é criarmos, URGENTE, um órgão de planejamento e formulação para a Gestão Pública do Estado. Esse organismo deve contar com as melhores inteligências e especialistas do Estado, devendo ter: Recursos Próprios, Metas de Trabalho e Gestão Independente.
Um órgão de planejamento deve funcionar como um cérebro para o Estado, apontando caminhos, analisando possibilidades de avanço, assegurando a plausibilidade de projetos, estabelecendo metas, enfim, servindo de Farol para a administração pública estatal.
Cabe ao Governador, como timoneiro do Estado, entender a necessidade desse Farol e constituir imediatamente um organismo de estudo e planejamento do Estado, sem se preocupar com a próxima eleição, mas tendo como foco principal os próximos 20, 30, 40 anos.

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