Inovação e indústria 4.0 são fundamentais para o país caminhar rumo ao desenvolvimento

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em exercício, Paulo Afonso Ferreira, defendeu a união entre o setor produtivo e o governo como caminho para o país avançar em relação à capacitação de profissionais e adequação de empresas para a realidade da quarta revolução industrial. Ele participou nesta quarta-feira (3), em Brasília, da solenidade de lançamento da Câmara Brasileira da Indústria 4.0, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério da Economia. A criação da câmara faz parte de um pacote de medidas do governo para aumentar a produtividade, o emprego e a atividade econômica.

“A inovação e a Indústria 4.0 são fundamentais para caminharmos no rumo certo, no rumo do desenvolvimento. Temos que seguir todos na mesma direção. Isso é fundamental. Não adianta cada um achar que vai fazer sozinho, temos que agir em conjunto”, afirmou Paulo Afonso. Segundo o dirigente da CNI, a inserção da indústria 4.0 se dará a partir de tecnologias já disponíveis e de baixo custo.

Na mesa de abertura, ao lado de autoridades do governo federal, o presidente da CNI em exercício alertou que não há alternativa para o setor produtivo senão apostar na inovação e na tecnologia. “Não devemos acreditar que a Indústria 4.0 será para poucos. Precisamos ter a percepção que ela é permeável para a toda a sociedade”, disse. “A Indústria 4.0 demandará uma requalificação maciça de sua mão de obra. Esse é o grande desafio que temos hoje. Temos que gerar emprego e preparar gente qualificada para atender a essa demanda”, acrescentou.

A Indústria 4.0 é o resultado do uso de diversas tecnologias digitais no chão de fábrica e na gestão dos negócios, que tornarão a forma como se produz hoje obsoleta. Entre as tecnologias que vão nortear a quarta revolução industrial estão a inteligência artificial, internet das coisas e nanotecnologia.

FINANCIAMENTO – O presidente do BNDES, Joaquim Levy, alertou que o banco será um importante parceiro das empresas na implantação da Indústria 4.0, por meio de linhas de financiamento. “O nosso papel de governo é facilitar e criar infraestrutura para que os investimentos aconteçam. O que o Brasil mais precisa agora é de emprego e maior produtividade”, enfatizou.

O secretário-executivo do MCTIC, Júlio Semeghini, destacou, por sua vez, que a CNI será uma importante parceira do governo rumo à digitalização das indústrias. “Quero agradecer ao Paulo Afonso, com quem tivemos uma reunião muito produtiva na semana passada. Tenho certeza que vocês terão papel muito importante na proposta e realização de toda essa transformação”, destacou Semeghini, referindo-se à reunião de líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizada pela CNI na última sexta-feira (29/4), em São Paulo.

De acordo com o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, a recém-criada câmara concentrará ações voltadas para a implementação da Indústria 4.0 que antes estavam dispersas pelo governo. Ele observou que um dos desafios será apresentar essa nova forma de produzir aos empresários brasileiros. “A grande maioria das empresas sequer sabe o que é indústria 4.0”, frisou

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