Empresários discutem o futuro da pesca oceânica do atum no Brasil

“Está em definição o futuro da pesca oceânica do atum no Brasil”. Com essa frase, o presidente do Sindicato da Indústria de Pesca do Rio Grande do Norte (SINDIPESCA-RN), Gabriel Calzavara de Araújo, resume a importância da reunião desta terça (28) e quarta-feira (29), no auditório João Victor de Holanda, no 7º andar da Casa da Indústria, sede do Sistema FIERN. Trata-se da 11ª Sessão Ordinária do Comitê Permanente de Gestão de Atuns e Afins, que pela primeira vez ocorre em Natal.

“A pesca do atum tem regras internacionais que precisam ser seguidas”, afirmou Gabriel Calzavara, ao destacar algumas das discussões que estão em andamento na reunião do Comitê. Ele acrescenta que este fórum trata das políticas públicas do país para o setor da pesca oceânica.

Além disso, o Comitê vai definir o plano que vai ser apresentado à comunidade internacional no sentido de garantir que a pesca brasileira utiliza métodos sustentáveis e equilibrado, ao mesmo tempo em que envia as informações atualizadas aos órgãos globais de cooperação e acompanhamento. “Assim é possível garantir que o Brasil avançou, cresceu neste segmento e, ao ser um país costeiro, precisa pescar e ordena essa atividade, disse o presidente do SINDIPESCA.

Atualmente, o Brasil pesca em torno de 50 mil toneladas de atum por ano. Há sete anos, essa pesca ficava próxima de 25 mil toneladas, o que demonstra a tendência de crescimento. Do Rio Grande do Norte sai 80% das exportações brasileira deste pescado. “Por isto é tão importante apresentar aos demais países, à comunidade internacional o plano de gestão, ao mesmo tempo em que garantimos o cumprimento das regras, protegendo o atum, porque isso preserva o emprego e renda no setor”, afirma.

O Comitê reúne, nestes dois dias, na Casa da Indústria, gestores e técnicos dos Ministérios da Agricultura e Pesca, da Economia, da Defesa, CNI, Sindicatos da Indústria de Pesca Oceânica e de Pesca Artesanal.

O encontro deverá, até amanhã, aprovar um plano de gestão para atuns e afins adequados às recomendações internacionais da Comissão Internacional de Conservação do Atum no Atlântico (ICCAT, na sigla em inglês). As medidas resultantes dos dois dias de evento serão apresentadas, em novembro, na Espanha, em Fórum do ICCAT que irá definir, entre outros pontos, quanto cada um dos 53 países pesqueiros poderá capturar do atum, em quais áreas do Atlântico e de que forma.

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